Mestre in music

09ago10

Local: Bar Satisfaction, Rua do Riachuelo, 18
Data: 07/07/2010
Finalmente conseguí assistir a banda Purano, do vocalista, colega (e mestre!) Bruno Corrêa, na Lapa, no Bar Satisfaction. A banda de Bruno surgiu meio por acaso, tocando numa festa de aniversário. Desde então está se firmando no circuito de shows da Lapa/Rio de Janeiro.
Afinadíssima, está inclusive classificada para a final de um concurso de bandas, na Lapa (com todo o mérito, por sinal).
O som do Purano é Hard Rock, muito semelhante ao som de bandas como Peral Jam ou Nirvana. Tocam clásicos do Rock (Pink Floyd, The Doors), além, de músicas próprias, todas no mesmo estilo.
Brinquei que eles deveriam ter cantando Satisfaction dos Rollling Stones (já que estavam no bar Satisfaction). O bar é muito simpático, tem dois ambientes, sendo cada um dividido em dois espaços distintos. A especialidade da casa é Pizza, e o espaço de shows além do bom som possui telão com boa projeção.
Enfim, valeu pelo show, valeu conhecer o espaço, enfim, longa vida ao Purano, é uma banda que promete.
Nas fotos, um detalhe do bar, Bruno e banda, além de um close de Bruno com a cara metade.

Este slideshow necessita de JavaScript.


Muitas fotos são flagrantes muito bem-humorados dessa escola de design que parece mais uma extensao de nossas casas (no sentido da descontração e do espírito comunitario existente) diferente do campus, como onde todas as pessoas não se conhecem necessariamente. Abaixo, Vinicius, suporte técnico da ESDI dizendo “não dou autógrafos”. Outra foto irreverente, profa. Denise, num momento de descontração, a la Ronald McDonalds …

Vinicius ESDIFoto-0064


A defesa de Adriano ocorreu na sala de projeções, com uso de e-board (quadro eletrônico) que, por um lado simplifica o avancar-voltar telas (basta clicar na interface do programa do e-board, que é acionada ao se clicar na tela de projeção – um imenso tablet, com projeção por cima) por outro lado dá a impressão que a projeção fica menor. A sala iluminada também não ajudou muito nesse quesito de valorizar as telas projetadas.

Como na maioria das dissertações envolvendo ergonomia, o trabalho em si é um grande diagnóstico de uso, baseado em critérios científicos, claro. Sempre que assisto apresentações de ergonomia sinto falta de um trabalho que proponha uma solução (projeto) baseada nos levantamentos ergonômicos. Enfim, trabalhos dessa natureza devem ter foco para cumprir os objetivos exigidos e prazos recomendados.

Adtiano fez um levantamento abordando comparações entre livrarias “virtuais” (Amazon) e livrarias “reais” (livraria da travessa, (centro do Rio). Esse tipo de abordagem é interessante pois quem projeta interfaces eletrônicas sempre deseja que o uso dela seja tão familiar ou eficiente quanto uma interface equivalente, analógica. Aí entra a ergonomia com suas aferições que validam um desenho bonito, tornando-o eficiente.

A banca fez as considerações “de forma” usuais: vícios de linguagem (o texto final deverá ser mais sintético economizando formalismos de linguagem), erros de ortografia, e repetição de figuras que poderiam apenas ser citadas no corpo do texto.
Nas considerações de “conteúdo” foi questionado em que ponto o mapeamento do percurso dos usuários em livrarias reais em contraponto com os usuários de livraria virtual contribuiu no objetivo de definir a melhor usabilidade em ambientes virtuais. Adriano afirmou que a coleta de informações teve a finalidade de coletar informações que pudessem ser úteis na pesquisa. Este “amarrar” dos métodos aos objetivos são fundamentais na elaboração de qualquer dissertação.

Enfim, foi uma boa defesa e mais um degrau em nossa escalada na área acadêmica ou científica. Parabéns, Adriano!


Na data em que escrevo estas linhas, o blog antigo do PPDESDI possui 55794 acessos, e este,  5912 acessos, somando mais de 60 mil acessos.

Imagino que devam existir poucos blogs focados em pos-graduação em design, e menos ainda que documentem o processo de pós-graduação, seja resenhando defesas ou explicando o modus operandi acadêmico.

Enfim, agradeço ao interesse de todos os leitores por esse blog, que acaba sendo um registro do design praticado na ESDI.


Sem querer ser o dono da verdade nem um oráculo para não-iluminados, queria postar aqui algumas observações feitas ao longo do mestrado, fruto de muitas conversas informais com mestres e doutores do PPDESDI, além de impressões pessoais sobre problemas ocorridos num curso de posgraduacao recente, em fase de aperfeiçoamento.

Coloque prioridades. Pagar as contas é importante, mas não deixe os projetos atrasarem seu estudo. Se você optou por fazer o mestrado, optou por reservar parte de seu tempo diário (ou semanal) para se dedicar ao estudo, portanto não caia na armadilha de “depois eu compenso o tempo perdido” ou “vou poder conciliar tudo às custas de algumas horas a memos de sono ou lazer”, Se cair na armadilha acima, (ninguém é perfeito):

Tenha um plano B, como tudo na vida. Plano B pode ser mudar o rumo do trabalho, simplifcando ou mudando o tema para poder concluir o trabalho no prazo (na minha turma ocorreu isso pelo menos com dois colegas, com resultados positivos). Se ficou chateado com essa possibilidade lembre-se de que

O objetivo é mais importate do que os meios. Mais importante do que fazer a pós-graduação dos sonhos ou confirmar suas convicções é ter uma carreira acadêmica além da carreira profissional ou estar aberto a oportunidades de trabalho melhores após a defesa. Até porque hoje em dia qualquer cursinho está virando faculdade, o que demonstra que estudar é cada vez mais importante.

Evite:
Pernsar que a “tese/dissertação é minha”. Ela é um trabalho coletivo: tem participação do(s) orientador(es), da banca de qualificação e avaliação, das pessoas que colaboraram com informações (autores que consultou, pessoas que entrevistou), etc. Mesmo que discorde, coloque em prática as orientações que receber, tanto para acrescentar quanto para retirar.

Comportamento de estudante secundarista.Você está na pós-graduação, não na graduação, onde a maioria dos alunos – até pela pouca idade – agem como se curso superior fosse extensão do nível médio. A responsabilidade de aprender é sua, as matérias são um apoio ao seu aprendizado, que é orientado e não dirigido como no segundo grau. Se não curtiu o professor ou a matéria em que se inscreveu, exponha abertamente às partes envolvidas (docente, secretaria) e se inscreva em outra matéria.

Procure:
Matérias relacionadas a sua proposta
mas inclua uma ou outra fora do escopo; mas busque trazer todas as matérias para seu trabalho. Minha proposta era sobre internet, fiz matéria sobre análise da informação e trouxe esta matéria para meu tema ao analisar a imagem na internet.

Fazer “pontes do conhecimento” como Bruno Corrêa fez, ao aproveitar trabalhos de uma matéria na outra (entrevistas com questionários de uma matéria foram utilizadas para embasar conclusões de outra matéria, sobre inovação tecnológica) também é útil, pois essas matérias obrigatórias podem ser utilizadas no seu trabalho de conclusão. Eu mesmo utilizei trabalhos de Bruno para fundamentar a minha dissertação, já que os nossos temas eram muito semelhantes.

Se aperfeiçoar no que não é bom. Designer normalmente não tem muita habilidade com redação de texto, que dirá texto acadêmico. Aproveite as matérias obrigatórias para exercitar essa arte: vá formatando desde já seus textos nos padrões da UERJ e do PPDESDI para não ter de aprender no final do curso como se faz a bibliografia, tabelas, listas de figuras/tabelas/quadros (aliás, “quadro” num formato se chama “gráfico” no outro).

Lembre-se que o orientador não vai escrever por você nem escrever com você. Se tem dificuldades de escrever sozinho(a), ou precisa de alguém que defina para você o início, meio e fim de cada capítulo, lembre-se de que as regras se inverteram do segundo grau para cá. Conte com escrita a quatro mãos se o orientador tiver disponibilidade para tal, normalmente na hora de enviar um artigo para um congresso ou publicação. Fora isso, do it yourself, faça você mesmo(a).

Peça para outros lerem seus textos, vá eliminando seus vícios de linguagem – todos nós temos – durante as matérias obrigatórias.

Siga os caminhos de quem se saiu bem: o trabalho de Paula Sobrino foi muito elogiado pela redação fácil e prazerosa de se ler. Use-a como exemplo para redigir a sua. Ela contou com dois orientadores, assim como eu, isso pode ser útil em teses complexas. As apresentações podem e devem refletir o seu tema – Raphael Argento fez sua apresentação sobre infografia televisiva através de infográficos animados em 3D. Eu mesmo fiz um simulador de minha proposta em Flash, para poder exibi-la independente da infra a minha volta. Filipe Chagas foi apresentar seu artigo num congresso na Argentina, isso conta no currículo acadêmico. Os nossos orientadores sugerem fazer o doutorado no exterior, pois isso também conta pontos quando for professor universitário.

Enfim, todos os exemplos a nossa volta, bons ou ruins, ensinam alguma coisa. Quem quiser acrescentar algo, esteja à vontade.


Ferramenta online para quem quer converter textos da “velha ortografia” na “nova ortografia” (este guia vale ate para mim):
http://www.umportugues.com/

Guia rápido:
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2892309-EI8266,00.html

Guia mais detalhado:
http://http://www.brasilescola.com/acordo-ortografico/


O Blog do PPDESDI (versão antiga mais esta versão “nova”, juntas) ultrapassaram os 50 mil acessos. Na data atual a versão “antiga” está com 49466 visitantes, e esta versão com 5,420 visitas.

Este ano a prova de admissão para o Programa de Pós graduação em Design da ESDI teve mais de 60 inscritos, além de diversos projetos aprovados, o que vem mostrar que a pós da ESDI está se estruturando e alcançando o reconhecimento que a graduação já possui, há anos.