Defesa infografia televisiva

03set09

Defesa infografia televisiva

A tese “A visualizacao da informacao quantitativa em jornalismo televisivo – classificacao de infograficos em video” defendida por Raphael Argento, foi a segunda tese da turma de 2007 que segue o tema infografia, o que denota uma nova area de interesse dentro do design, dentro das midias eletronicas (no caso, televisao).

A tese de Raphael mudou muito desde o inicio, como observarao os leitores mais atentos deste blog, mas isso deveu-se a uma escolha acertada: discorrer sobre a propria area de atuacao gera teses (defesas?) melhores. Outro fator foi o tempo: conciliar o tempo hábil (trabalho em TV e semelhante a agencia de publicidade ou jornal: tudo e para hoje – ou ontem) demandou redirecionar o tema a fim de nao ultrapassar os 30 meses.

Na banca avaliadora, Andre Monat (orientador e Doutor/University of East Anglia), Sydney Fernandes de Freitas (DsC / Universidade Federal do Rio de Janeiro ESDI / UERJ Membro Interno) e Celso Pereira Guimarães (DsC / Universidade Federal do Rio de Janeiro EBA / UFRJ Membro Externo).

A sacacao de fazer o trabalho em DVD reflete tanto a profissao de Raphael – designer televisivo – como e uma boa opcao para quem deseja fazer uma apresentacao interativa, com ou baseada em video.
Foi usado o Adobe Encore, que, nas palavras de Raphael e “um software que gera arquivos muito pesados”; portanto vale lembrar que existem softwares gratuitos, mais leves, com curva de aprendizado menor, para o mesmo fim.

A apresentacao discorreu sobre
– a necessidade de um trabalho academico nesta area (pois ha carencia de literatura a respeito);
– a base teorica (que foi levantada em forma de entrevistas junto a profissionais da area televisiva)
– as necessidades empiricas e praticas do trabalho (levantar procedimentos desejaveis para a geracao de infograficos em TV)
– a metodologia/classificacao gerada para chegar as conclusoes.

O recorte do trabalho (e isso e muito importante!) foi a TV brasileira aberta, pois uma minoria da populacao brasileira e assinante deTV a cabo, p.ex.

Raphael apresentou farto exemplo de infograficos quantitativos e qualitativos, em diversas categorias (tabulares, geograficas, cronologicas, topologicas = relacoes entre elementos, interativo-imersivas = quadros 3D que interagem ao vivo com apresentador em estudio, etc).

Ao final, foi apresentada a base teorica atraves de autores como Card, que ressaltam a necessidade do infografico em informar grande quantidade de informacao em pouco tempo, explicitar relacao entre elementos, simultaneidade de informacoes, entre outros.

Outro autor, Tufte, ressaltou as melhores praticas na criacao de infograficos como evitar apresentar duas legendas para uma mesma informacao, evitar “sujeira grafica”, explicitar relacao de causa e efeito, tomar cuidado com ordenacao errada das informacoes; Spence ordenou os infograficos em categoricos, numericos, topologicos, simbolicos; Few citou como erros apresentacao de informacao fora do contexto, detalhamento excessivo, escolha inadequada da forma de representacao, hierarquizacao errada (uso de cor inapropriado), p.ex.

As entrevistas definiram as melhores praticas nesta area, como: selecao do profissional mais adequado para producao de determinado infografico; cliente (quem aprova) e infografista desenvolvendo o trabalho de forma mais proxima (evitando retrabalho) e ter fontes de informacao variadas de acordo com o trabalho a ser representado.

Das conclusoes, estao o fato de que a tecnologia ajudou a sanar problemas de estetica versus representacao, ja que a tecnologia agiliza processos. Infografismo em TV e um trabalho coletivo; em projetos longos a identidade do veiculo (telejornal) se sobressai a identidade do designer ou equipe.

Uma observacao interessante da banca – e isso vale para todos que váo elaborar apresentacoes de teses/dissertacoes e que a infografia serve para resumir ideias. As telas da apresentacao de Raphael por diversas vezes ficaram no limite do “auto-explicativo” e da “dependencia da necessidade de explicação” (textual ou oral), mas foram todas feitas se baseando neste conceito de infografia como representação do verbal, factual, escrito ou narrativo, mas decerto deve ser explorado por quem faz apresentacoes.

A tese de Raphael acompanha um anexo digital (6 DVDs!) com exemplos das partes constituintes de um telejornal e da classificação proposta.

Parabens, Raphael; voce e Filipe provaram que é possível dar a volta por cima aos 30 minutos do segundo tempo!

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