Ferramenta online para quem quer converter textos da “velha ortografia” na “nova ortografia” (este guia vale ate para mim):
http://www.umportugues.com/
Guia rápido:
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2892309-EI8266,00.html
Guia mais detalhado:
http://www.brasilescola.com/acordo-ortografico/
Filed under: Blog, Off-topic / Outros assuntos | Leave a Comment
O Blog do PPDESDI (versão antiga mais esta versão “nova”, juntas) ultrapassaram os 50 mil acessos. Na data atual a versão “antiga” está com 49466 visitantes, e esta versão com 5,420 visitas.
Este ano a prova de admissão para o Programa de Pós graduação em Design da ESDI teve mais de 60 inscritos, além de diversos projetos aprovados, o que vem mostrar que a pós da ESDI está se estruturando e alcançando o reconhecimento que a graduação já possui, há anos.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Reunião mestrandos 2007
Mestre Monat esta reunindo os mestrandos que defeenderam em2007 (e os que nao defenderam tambem) neste sabado, no Bar das Garrafas, na esquina da mem de Sá com Rua do Lavradio. Quem puder comparecer, a partir das 20h, sera legal para que possamos nos reunir, e colocar a conversa em dia. Podem trazer convidados…
Filed under: Comunicados, Off-topic / Outros assuntos | Leave a Comment
Apresentação sem decepção
Fiz a minha apresentação de mestrado utilizando Flash e video, mas poderia ser qualquer tecnologia (PowerPoint, p.ex.). Como toda tecnologia esta sujeita a problemas “de última hora” (PowerPoint com fontes trocadas ao apresentar – ale Adriana – até imagens invertidas – ale Ludmila), mesmo sem esgotar o assunto, faço abaixo uma lista de problemas comuns e soluções possíveis:
Apresentação em Powerpoint?
- Não faça das suas belas fontes fontes de problemas! Ao salvar, incorpore as fontes de texto utilizadas em seu arquivo PPT para que apareçam na apresentacao.
- Grave tudo que precisa numa pasta so: deixe o software trabalhar para voce – ele grava tudo o que for necessario a apresentacao (fontes, imagens) num lugar so, quando for transporta-la.
- Salve as telas de sua apresentacao como imagens JPEG; se sua apresentacao tem mais de 10 telas, deixe o software salvar tudo numa pasta criada especialmente para sua apresentacao.
Vai Demonstrar um sistema que so funciona com software pre-instalado?
- Não deixe o acaso participar de sua apresentacao: use um programa que grave a utilizacao desse sistema em formato de video.
- Precisa editar o video curto (clipe) da demonstracao? Pode usar desde o Windows Movie Maker (que vem no Windows) até programas mais específicos (instalados, portateis ou online).
Internet como recurso didatico?
- Não confie na conexao ou no site da web que voce viu ontem; eles podem nao estar do mesmo jeito hoje ao ilustrar sua apresentacao. Salve tudo que precisa numa midia (imagem ou video dessas telas).
- Precisa mostrar interatividade? Salve as paginas e veja se funcionam desconectado. Se funcionar, refaça os links das paginas em questao. Se nao, veja se precisa instalar software adicional (Flash Player ou Java Virtual Machine, p.ex.).
Fazer a coisa certa da o mesmo trabalho de fazer a coisa errada.
Lembre-se disso se achar essas recomendacoes complicadas de fazer. O trabalho de acertar as coisas em cima da hora e o mesmo trabalho de fazer a coisa certa, ate tarde, na privacidade de seu lar. Constrangimentos em publico só se tornam engraçados cerca de um ano depois, ou com os outros, se for chegado(a) a um sadismo. Então, faça logo. “Fazer logo” inclui:
- Testar as coisas funcionando um dia ou duas horas antes da apresentacao, no local.
- Fazer mais de uma cópia de sua apresentacao. Se o Pendrive queimar você tem que ter um plano B qualquer.
Enfim, essas sao pequenas dicas que normalmente ensino nas minhas aulas de Powerpoint. Interessados, me escrevam, pois, alem de aulas, presto consultoria :^D .
Filed under: Off-topic / Outros assuntos, discussões acadêmicas | Leave a Comment
Defesa design e redes sociais
Encerrando as apresentacoes deste ano da turma de 2007 (dos que irao ate o final, Nena e Anderson defenderao ano que vem, pois trancaram matricula) 03 de setembro de 2009, às 15:00 hs, Paula Sobrino defendeu a dissertação “A dimensão visual dos ambientes na web sob influência da participação dos usuários”, A Comissão Julgadora foi formada pelos seguintes professores: Washington Lessa Doutor/ PUC-SP UERJ – ESDI Presidente; Sydney Freitas Doutor / UFRJ UERJ – ESDI Membro Interno; Carlos de Azambuja Doutor / UFRJ UFRJ Membro Externo; Tamara Tania Cohen Egler Doutor / USP UFRJ Suplente.
Este trabalho reuniu elementos normalmente inconciliáveis: análise social e analise da informacao com tecnologia. Mesmo parecendo que na verdade se tratam de duas ou tres dissertacoes em uma, o resultado foi original, pois raramente se aborda um trabalho sob prismas tao divergentes. Paula – assim como Ricardo Cunha, uma “acadêmica nata” – a presentou um dos textos mais bem redigidos (opinião da banca!) dos ultimos anos, alem de discorrer de forma clara sobre questoes que passeiam por pesonalizacao de layouts em interfaces graficas de usuario na internet (adaptatibilidade) ate motivacoes sociais no uso dessas interfaces: técnica e sociedade caminharam lado a lado neste trabalho.
A infografia digital foi um tema recorrente, mas como nas palavras de Ricardo Cunha, nao se pode comparar a infografia de midia impressa com a digital, embora sejam o mesmo assunto; a infografia digital esta para a impressa como uma nave espacial para um navio – ambos sao meios de transporte mas de natureza radicalmente distintas, ao ponto de paralelos entre ambos ser algo difícil de sintetizar ou descrever em poucas palavras.
Questoes sociais e eticas como a “democracia digital” (usuarios do MySpace foram banidos da comunidade sem direito de defesa, pois suas mensagens foram monitoradas e consideradas de caráter ofensivo ou criminoso pelo MySpace), e esteticas (cultura visual sobre infográficos é necessária para que se possa utilizar essas redes sociais, sob pena de se tornar um “excluído digital”) foram discutidas, todas relevantes numa epoca onde o politico, social e ecologicamente mente corretos sao palavras de ordem na mídia. Enfim, achei um trabalho em formato deveras original, um texto que valeu por dois!
Nas fotos,telas de apresentação, Paula, a banca de avaliação e um detalhe da platéia.
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Notas sobre a defesa de Wallace
Como e estranho comentar minha propria apresentacao (!) apesar de ter contado com o auxilio de Adriano Renzi na fotos, uso esta postagem para discorrer sobre recomendacoes da banca examinadora, que pode ser util para mestrandos de primeira viagem.
Particularmente nao gosto de revisar meu proprio texto, ainda mais sendo uma redacao longa. Nesse sentido a qualificacao foi util para atentar a vícios de linguagem – por mais subjetivos que eles possam ser para cada leitor (alguem sempre ira se incomodar com uma expressao diferente, se for recorrente). A decisao de enviar a tese para um revisor antes da entrega para a banca fica a criterio de cada mestrando, afinal, mesmo textos revisados na ortografia, gramatica e sintaxe podem ser criticados do ponto de vista da organizacao ou conteudo, coisa que nenhum revisor ira corrigir.
Nesse sentido, até o texto do resumo (em ingles) podera ser refeito, mesmo revisado.
Por mais que a qualificacao indique termos a serem definidos, sempre surgirao novos termos para serem definidos a cada nova leitura. Neste quesito estava “tranquilo” em relacao a banca, ate eu mesmo encontrei numa ultima leitura termos que eu particularmente achei que deveriam ser mais detalhados, mesmo nao comprometendo o entendimento.
Ao redigir o texto, pese ate que ponto vale a pena citar as referencias e as “referencias-das-referencias”; esse tipo de detalhamento podera ser cobrado, se for aprofundado neste nivel de complexidade.
A apresentacao do texto pode ser aproveitada na reestruturacao da tese (após as apreciacoes da banca) pois a apresentação tende a ser uma síntese, um resumo da opera, e no meu caso, ficou mais facil de entender o sistema proposto (que possui um certo grau de complexidade) pela apresentacao do que pelo texto em papel.
No mais, agradeço a Cláudia pelo seu “olhar externo” (o papel do membro convidado da banca e justamente esse!) e ao orientador Andre e Lucy que desde a qualificacao ressaltaram os aspectos positivos do trabalho (originalidade, contribuicao sobre o uso de novas tecnologias no ensino).
Mesmo nao sendo garantia de ausência de criticas, ter os termos academicos “tese”, “dissertacao”, “apud”, “idem”, “ibidem”, “op. cit”, “ad-hoc”, “anexo e apendice”, “glossario”, “quadro”, “tabela”, “lista”, “indice analitico, remissivo, de referencia cruzada e onomastico”, “citacao e parafrase”, “estudo de caso e exemplo”, “referencia interna e externa”- entre outros – definidos de antemao (no corpo do texto ou nao) podem garantir que, ao menos, seu conhecimento sobre a matéria – redação de texto academico – sera maior do que antes do inicio desse tipo de trabalho, uma bagagem cultural valida para redacao de futuros textos semelhantes.
Curiosamente no meu trabalho, no de Paula (apresentado no mesmo dia, a tarde) e Batella (dia seguinte) foram sugeridos mudança no titulo pela banca examinadora externa; e a primeira vez que vejo isso seguidamente (nao sei se isto e um indicador de algo ou uma grade coincidencia).
De resto, agradeço a todos pela presença!
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Defesa Wallace
Este que vos escreve, defendeu a dissertacao “Criacao de Cursos Virtuais de Computacao Grafica com uso de Hipermadia Adaptativa”, em 03 de setembro de 2009.
A Comissao Julgadora constituiu-se de: André Monat Doutor/University of East Anglia UERJ – ESDI; Presidente; Lucy Niemeyer Doutora – PUC/SP UERJ – ESDI Membro Interno; Cláudia Mont’Alvão Doutora – UFRJ PUC/RJ Membro Externo
Nelly Moulin, a co-orientadora nao pode comparecer pois se recupera de uma operacao de vista. Este trabalho e dedicado a ela, pela sua inestimavel participacao na orientacao da parte pedagogica do trabalho.
Minha dissertacao se refere a uma proposta de curso virtual expresso via internet, para o ensino de ferramenta de desenho vetorial, utilizando as propostas pedagogicas mais pertinentes, alem da Hipermidia adaptativa como tecnologia. O Corel Draw foi utilizado como cenário e objeto de aplicação dessa proposta.
Além de definir e conceituar a Hipermidia Aadptativa, propostas pedagogicas, ensino a distancia e sistemas de avaliacao (com alguns exemplos praticos), ao final apresento a proposta, que considera a adaptacao de conteudo e navegacao para o aluno, exibindo conteudo hipermidia (hipertexto + multimidia) conforme a necessidade ou interesse do aluno.
Ao final de cada tarefa, um sistema de avaliacao automatizado analisa o desenho do(a) aluno(a) e emite um parecer, encaminhando o(a) aluno(a) para a tarefa seguinte ou exibindo estrategias de recuperacao: refazer o curso, obter ajuda adicional em 4 modalidades, ou oferecendo o desenho pronto, promovendo o(a) aluno(a) a tarefa seguinte e pontuando-o(a) proporcionalmente. Essa estrategia utiliza o erro como ponto de partida para a aprendizagem, nao desestimulando o(a) aluno(a).
A avaliacao automatizada – a parte original da proposta – se encaixa na proposta de cursos expressos, que precisam atender uma grande demanda de modo automatizado. Normalmente a avaliacao de “tarefas praticas” se faz de maneira “presencial” o que se justifica em cursos onde a presenca do tutor ou professor e intensiva (cursos nao-expressos).
Ao final apresentei uma arquitetura modular, que permite que o curso seja desenvolvido em camadas sobrepostas, poupando o autor do curso de retrabalho. O modulo de avaliacao pode ser reutilizado em todas as etapas do curso; o conteudo multimidia pode ser reaproveitado em tarefas posteriores, ja que o conhecimento e cumulativo.
Enfim, como foi dito pela banca, um dos meritos do trabalho foi o fato de dar uma “aplicacao pratica” ao conhecimento, alem de demonstrar como as novas tecnologias podem ser utilizadas no ensino. Particularmente me interessou a parte pedagogica (apesar de ter sido considerada extensa) por “dar nome aos bois”, pois muitas vezes o professor tem experiencia tecnica e formacao academica mas nao sabe em que modelo seu estilo pedagogico se encaixa ou quais seriam as alternativas existentes para problemas de abordagem (o modo de interagir com os alunos ou de ensinar acaba sendo tao importante quanto o conteudo a ser passado). Um exemplo seria a questao do instrucionismo x construtivismo – a organizacao do ensino e tao necessaria quanto permitir que o aluno construa o conhecimento a sua maneira e ao seu tempo.
Enfim, agora e pensar no doutorado e como tornar essa proposta de curso um “produto real”.
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Defesa design instrucional
O tema, “Design instrucional para cursos a distancia adaptativos”, foi defendida por Bruno Correa, em 09/09/2009 (cabalistico!) as 14h30, na sala da pos-graduacao da ESDI.
Bruno fez uma apresentação “classica” de algumas tecnologias de hipermidia adaptativa (HA): exibicao e ocultacao de texto e geracao dinamica de links de uma forma extremamente didatica e facil de entender. Peter Brusilovski aprovaria, com certeza.
A proposta de Bruno discorreu sobre um panorama do ensino à distância (EaD), diretrizes do MEC para EaD, e questoes pedagogicas sobre design instrucional (o termo design instrucional alem de ter sido apropriado pelos pedagogos, acaba sendo compreendido de maneira particular por eles, ao nao considerar novas tecnologias no EaD nem o proprio design ao processo educativo).
Por fim Bruno apresentou um sistema de HA baseado em texto, o AIVA, projetado por ele proprio. Foi frisado que esse sistema utilizaria perfis de usuarios (alunos) pre-definidos, visto que a criacao desses perfis fugiria ao escopo do trabalho. Só para esclarecer, perfis de usuários sao regras que definem o que ou como o conteudo deve ser apresentado (adaptado) a usuarios diferentes. P.ex., um mesmo texto pode ter versao para alunos e professores (como foi usado no exemplo), com maior detalhamento para professores ou com explicacoes distintas da versão “do professor” quando for lido pelo aluno.
No sistema AIVA o professor entra com o conteudo (texto) e define as areas (palavras) onde novas perguntas (hiperlinks) são acrescentados automaticamente, conforme o perfil do usuario/leitor (aluno ou professor, p.ex.).
O sistema, na sua arquitetura lembra muito o Willow, no tocante a ser adaptativo e baseado em texto. Porem os objetivos são distintos: o Willow e uma ferramenta de avaliacao e o AIVA e um curso de fato. Alem disso, as adaptacoes ocorrem de maneira distinta; no Willow o texto e inserido em forma de perguntas/respostas novas, e no AIVA o texto e inserido/ocultado para mudar a apresentacao do texto.
O mérito do trabalho é ser uma metodologia que pode ser utilizada em sistemas existentes (como o AHA!) ou ser uma proposta de ferramenta simples para criacao de cursos baseados em texto (mas que poderia ter conteudo multimidia, se tornando hipermidia, se assim fosse desenvolvido).
A defesa foi interessante pois mostrou algo que, ao contrario do que a academia afirma, o uso de novas tecnologias na educação ja são uma realidade: o membro externo afirmou que já fez uma “defesa à distancia”, usando o Skype. Eu mesmo já dei aula para deficientes auditivos, usando, além de uma interprete, o MSN (!).
As mestre Sydney fez consideracoes de sempre pertinentes, de que as tecnologias podem ser incompreendidas: colegas de escola de seu filho foram proibidos de levar um jogo de RPG para sala de aula, mesmo sendo um recurso “ludico” de explicar questoes de historia (a sociedade na idade media, p,.ex.).
Uma ultima mencao interessante foi a lembranca de um projeto do qual o membro externo participou, onde, alem da tecnologia o objetivo era “contar uma historia”; o “storytelling” e um recurso socializante e utilizado em diversas areas do conhecimento (da ergonomia ao marketing) e em resumo e o que todos nos fazemos ao descrever uma area de conhecimento, desenvolver um produto, preparar uma dissertacao… sao diferentes necessidades que no fundo descrevem um tipo de “historia”.
Um fato digno de nota foi a apresentação “ao vivo” do sistema AIVA, feito em ASP (via Microsoft Studio); mesmo sabendo de antemão que isto é um ato de coragem (a lei de Murphy sempre rola nestas horas) Bruno conseguiu apresentar sua proposta. Alias, aproveitarei o proximo post para deixar algumas dicas a mestrandos que desejam apresentar protótipos na postagem seguinte…
Nas fotos: Bruno, A banca de mestrado, slides e cenas da apresentação de Bruno, o Kevin Costner brasileiro (Waterworld, JFK, Danca com lobos), o sogro e uma ex-aluna minha do SENAC, Paula Nogueira, a sosia morena da atriz global Suzana Vieira + um colega de trabalho (Funarte).
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Defesa design ferroviário
04 de setembro de 2009 Bruno Batella defendeu a dissertação “A importância da usabilidade e a participação de designers no design de interiores de transportes ferroviários”.
Na banca de avaliação, Sydney Fernandes / UFRJ UERJ – ESDI Presidente; André Monat Doutor/University of East Anglia UERJ – ESDI Membro Interno; João Carlos Lutz Barbosa Doutor/UFRJ UFF Membro Externo; Giuseppe Amado de Oliveira Doutor / PUC-RJ PUC-RJ Suplente
Bruno, como na qualificação discorreu sobre a história das ferrovias (origens, desenvolvimento e principais personagens) passando por uma análise do interior das ferrovias sob o prisma da ergonomia.
Apresentou como exemplos os projetos da SuperVia (2005), Reforma do Metrô-Rio (2007) e MagLev-Cobra (2009).
A proposta de Batella foi apontar para questoes de importacao tecnologica no sistema ferroviario brasileiro. ítens como conforto (bancos, iluminação, pega-maos) foram percebidos como deficientes nos trens brasileiros. Curiosamente entrevistas com profissionais de design apontaram uma perspectiva tão “estrangeira” em relacao a atividade de design quanto a de profissionais de outras áreas ou o cliente final (governo, concessionárias e fabricantes). Por outro lado,percebe-se que o designer que faz os projetos normalmente se mantém distante da realidade de fabricação, aponto do cliente solicitar o projeto e não o desenho técnico, delegado ao fabricante; isso deve-se ao fato de que o designer normalmente projeta peças de difícil fabricação pelo contratado.
Como o sucesso do projeto para trens é medido pela resposta do público, 50% do design é voltado para a apar~encia (imagem) dos trens, que é o quesito mais relevante para o usuário de trens. Isso deve explicar porque o metrô RJ investe tanto em reforma das fachadas das estações e trens, mantendo o serviço de transporte e acesso praticamente inalterados ao longo dos anos.
Enfim, foi uma apresentação interessante ate para se compreender a relacao que o mercado de trabalho tem com a atividade de design de produtos, infelizmente mais em compasso com o ensino técnico do que com aquilo que se aprende no ensino superior por uma questão de falta de cultura sobre o design e pragmatismo do mercado de trabalho.
Nas fotos, telas da apresentação, Bruno e familia (esposa e filho no colo da mae).
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Defesa infografia televisiva
Defesa infografia televisiva
A tese “A visualizacao da informacao quantitativa em jornalismo televisivo – classificacao de infograficos em video” defendida por Raphael Argento, foi a segunda tese da turma de 2007 que segue o tema infografia, o que denota uma nova area de interesse dentro do design, dentro das midias eletronicas (no caso, televisao).
A tese de Raphael mudou muito desde o inicio, como observarao os leitores mais atentos deste blog, mas isso deveu-se a uma escolha acertada: discorrer sobre a propria area de atuacao gera teses (defesas?) melhores. Outro fator foi o tempo: conciliar o tempo hábil (trabalho em TV e semelhante a agencia de publicidade ou jornal: tudo e para hoje – ou ontem) demandou redirecionar o tema a fim de nao ultrapassar os 30 meses.
Na banca avaliadora, Andre Monat (orientador e Doutor/University of East Anglia), Sydney Fernandes de Freitas (DsC / Universidade Federal do Rio de Janeiro ESDI / UERJ Membro Interno) e Celso Pereira Guimarães (DsC / Universidade Federal do Rio de Janeiro EBA / UFRJ Membro Externo).
A sacacao de fazer o trabalho em DVD reflete tanto a profissao de Raphael – designer televisivo – como e uma boa opcao para quem deseja fazer uma apresentacao interativa, com ou baseada em video.
Foi usado o Adobe Encore, que, nas palavras de Raphael e “um software que gera arquivos muito pesados”; portanto vale lembrar que existem softwares gratuitos, mais leves, com curva de aprendizado menor, para o mesmo fim.
A apresentacao discorreu sobre
- a necessidade de um trabalho academico nesta area (pois ha carencia de literatura a respeito);
- a base teorica (que foi levantada em forma de entrevistas junto a profissionais da area televisiva)
- as necessidades empiricas e praticas do trabalho (levantar procedimentos desejaveis para a geracao de infograficos em TV)
- a metodologia/classificacao gerada para chegar as conclusoes.
O recorte do trabalho (e isso e muito importante!) foi a TV brasileira aberta, pois uma minoria da populacao brasileira e assinante deTV a cabo, p.ex.
Raphael apresentou farto exemplo de infograficos quantitativos e qualitativos, em diversas categorias (tabulares, geograficas, cronologicas, topologicas = relacoes entre elementos, interativo-imersivas = quadros 3D que interagem ao vivo com apresentador em estudio, etc).
Ao final, foi apresentada a base teorica atraves de autores como Card, que ressaltam a necessidade do infografico em informar grande quantidade de informacao em pouco tempo, explicitar relacao entre elementos, simultaneidade de informacoes, entre outros.
Outro autor, Tufte, ressaltou as melhores praticas na criacao de infograficos como evitar apresentar duas legendas para uma mesma informacao, evitar “sujeira grafica”, explicitar relacao de causa e efeito, tomar cuidado com ordenacao errada das informacoes; Spence ordenou os infograficos em categoricos, numericos, topologicos, simbolicos; Few citou como erros apresentacao de informacao fora do contexto, detalhamento excessivo, escolha inadequada da forma de representacao, hierarquizacao errada (uso de cor inapropriado), p.ex.
As entrevistas definiram as melhores praticas nesta area, como: selecao do profissional mais adequado para producao de determinado infografico; cliente (quem aprova) e infografista desenvolvendo o trabalho de forma mais proxima (evitando retrabalho) e ter fontes de informacao variadas de acordo com o trabalho a ser representado.
Das conclusoes, estao o fato de que a tecnologia ajudou a sanar problemas de estetica versus representacao, ja que a tecnologia agiliza processos. Infografismo em TV e um trabalho coletivo; em projetos longos a identidade do veiculo (telejornal) se sobressai a identidade do designer ou equipe.
Uma observacao interessante da banca – e isso vale para todos que váo elaborar apresentacoes de teses/dissertacoes e que a infografia serve para resumir ideias. As telas da apresentacao de Raphael por diversas vezes ficaram no limite do “auto-explicativo” e da “dependencia da necessidade de explicação” (textual ou oral), mas foram todas feitas se baseando neste conceito de infografia como representação do verbal, factual, escrito ou narrativo, mas decerto deve ser explorado por quem faz apresentacoes.
A tese de Raphael acompanha um anexo digital (6 DVDs!) com exemplos das partes constituintes de um telejornal e da classificação proposta.
Parabens, Raphael; voce e Filipe provaram que é possível dar a volta por cima aos 30 minutos do segundo tempo!
Filed under: Mestrado | Leave a Comment
Tags: infografia, Mestrado, televisão
Entradas recentes
- Nova ortografia (caminho das pedras)
- Blog PPDESDI: mais de 50 mil acessos
- Reunião mestrandos 2007
- Apresentação sem decepção
- Defesa design e redes sociais
- Notas sobre a defesa de Wallace
- Defesa Wallace
- Defesa design instrucional
- Defesa design ferroviário
- Defesa infografia televisiva
- Defesa Ricardo Cunha
Categorias
- Blog (9)
- Comunicados (10)
- discussões acadêmicas (6)
- Evento (2)
- Mestrado (18)
- Off-topic / Outros assuntos (7)
- Uncategorized (10)





















































